Não me posso dar ao luxo de ser fraca
O Mundo e a sociedade já me fazem sê-lo.
Mas não cedo, nem vou cair.
A partir de agora,
para a frente é que é caminho.
E o resto?
O resto fica para o destino.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Onze minutos
"Se o tivesses deixado partir e voltar sempre, amá-lo-ias e admirá-lo-ias ainda mais..."
Paulo Coelho, Onze minutos
Paulo Coelho, Onze minutos
Post #200

A brincar, a brincar... Este já é o post #200 =)
Ora então vamos lá, que isto de ser o post #200 tem muito que se lhe diga. Tem que ser algo à altura, com pompa e circunstância.
O meu ídolo, sem sombra de dúvida, é o Rouxinol Faduncho.
Eu emociono-me ao ouvir esse grande fadista a cantar, até me vêm as lágrimas aos olhos de tanta emoção.
Aquelas letras, tão lá do fundo. Grandes histórias de amor e lições de vida. Histórias de uma vida muito dura, de quem muito sofreu. A começar pelos coitados dos cães de loiça...
E contra fados não há argumentos.
Rouxinol faz-me um filhE!
E pronteS!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Gosto de ti apaixonadamente
Gosto de ti apaixonadamente
De ti que és a vitória, a salvação,
De ti que me trouxeste pela mão
Até ao brilho desta chama quente.
A tua linda voz de água corrente
Ensinou-me a cantar... e essa canção
Foi ritmo nos meus versos de paixão,
Foi graça no meu peitodescrente.
Bordão a amparar ninha cegueira,
Da noite negra o mágico farol,
Cravos rubros a arder numa fogueira!
E eu, que era neste mundo uma vencida,
Ergo a cabeça ao alto, encaro o Sol!
- Águia real, aponta-me a subida!
Florbela Espanca
De ti que és a vitória, a salvação,
De ti que me trouxeste pela mão
Até ao brilho desta chama quente.
A tua linda voz de água corrente
Ensinou-me a cantar... e essa canção
Foi ritmo nos meus versos de paixão,
Foi graça no meu peitodescrente.
Bordão a amparar ninha cegueira,
Da noite negra o mágico farol,
Cravos rubros a arder numa fogueira!
E eu, que era neste mundo uma vencida,
Ergo a cabeça ao alto, encaro o Sol!
- Águia real, aponta-me a subida!
Florbela Espanca
sábado, 12 de dezembro de 2009
Malas e Malinhas
Todas as mulheres têm o seu fetiche.
Umas por sapatos, outras por roupa, outras por malas,... Ou, na pior das hipóteses, tudo em conjunto.
A minha passa por malas.
A última vez que tive coragem para as contar, eram mais de 30. Neste momento, já deve de ir por volta do triplo (sem contar com a colecção de carteiras).
Ando-me a tentar curar, mas a tentação é mais forte que eu.
Umas por sapatos, outras por roupa, outras por malas,... Ou, na pior das hipóteses, tudo em conjunto.
A minha passa por malas.
A última vez que tive coragem para as contar, eram mais de 30. Neste momento, já deve de ir por volta do triplo (sem contar com a colecção de carteiras).
Ando-me a tentar curar, mas a tentação é mais forte que eu.
Lixo
Serei uma merda assim tão grande que acabo por magoar todos à minha volta?
No fundo, mereço tudo aquilo que me está a acontecer. Fui eu que fiz com que isso acontecesse, directa ou indirectamente.
Acabo por magoar toda a gente.
Acho que desta vez, fui eu que congelei. Sou eu que não me consigo entregar com medo de cometer os mesmos erros.
Tenho uma pedra no lugar do coração e não a vou tirar, porque só assim vou conseguir aprender.
Quero estar só. Mereço-o.
***
Perguntei às violetas
Se não tinham coração,
Se o tinham, porque escondida
Na folhagem sempre estão?!
Responderam-me a chorar,
Com voz de quem muito amou:
Sabeis que dor os desfez,
Ou traição os gelou?
Florbela Espanca
No fundo, mereço tudo aquilo que me está a acontecer. Fui eu que fiz com que isso acontecesse, directa ou indirectamente.
Acabo por magoar toda a gente.
Acho que desta vez, fui eu que congelei. Sou eu que não me consigo entregar com medo de cometer os mesmos erros.
Tenho uma pedra no lugar do coração e não a vou tirar, porque só assim vou conseguir aprender.
Quero estar só. Mereço-o.
***
Perguntei às violetas
Se não tinham coração,
Se o tinham, porque escondida
Na folhagem sempre estão?!
Responderam-me a chorar,
Com voz de quem muito amou:
Sabeis que dor os desfez,
Ou traição os gelou?
Florbela Espanca
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Lixo de literatura
Com quem temos que dormir, para publicar um livro?
(Há gente que o faz, claramente!)
(Há gente que o faz, claramente!)
Sol

Mas ainda não o senti sob a minha pele
Só a luz da Lua
(ao menos tento regular as horas de sono...)
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Sonho
Tenho sonhar e saber que serei capaz.
Tenho que ter certezas
E voar alto, sem medo de cair.
Manter-me no sonho,
E fazer por consegui-lo.
Quero-o, quero seguir a minha vida.
Bom dia

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Sozinha
O Mundo vive indiferente à tua presença e àquilo que és.
Ninguém se importa contigo, só com o próprio umbigo.
Ninguém quer saber como és, só do que aparentas ser, quando se dignam a olhar para ti.
Ninguém se importa com o que sentes.
Ninguém que saber de ti, és só e mais uma.
Levanta a cabeça e segue o teu rumo, indiferente aos olhares alheios. Só os teus passos importam. Ninguém o pode fazer por ti.
Não te importes com os olhares críticos, és mais forte que isso. Levanta-te e sorri. Deixa o vento soltar o teu cabelo e secar as tuas lágrimas.
Estou aqui
Custa-me levantar os braços e seguir como se fosse tudo fácil. Queria ter o teu olhar, o teu beijo, o teu toque...
Ainda relembro o teu cheiro e muito do que passámos juntos.
Sei que dói, mas faz parte de nós, do que fomos.
Queria que fosse diferente, que os muros que criaste à tua volta caíssem, queria começar de novo, começar do zero. Escrever tudo de novo, mas de maneira diferente, como se de um sonho real se tratasse.
Apoia-me, não me abandones como da última vez.
Eu
Até agora eu não me conhecia
Julgava que era Eu e eu não era
Aquela que em meus versos descrevera
Tão clara como a fonte e o dia.
Mas que eu não era Eu não o sabia
E, mesmo que soubesse, o não dissera...
Olhos fitos em rútila quimera
Andava atrás de mim... e não me via!
Andava a procurar-me— pobre louca!—
E achei o meu olhar no teu olhar,
E as minha boca sobre a tua boca!
E esta ânsia de viver, que nada acalma,
É a chama da tua alma a esbrasear
As apagadas cinzas da minha alma!
Florbela Espanca
Julgava que era Eu e eu não era
Aquela que em meus versos descrevera
Tão clara como a fonte e o dia.
Mas que eu não era Eu não o sabia
E, mesmo que soubesse, o não dissera...
Olhos fitos em rútila quimera
Andava atrás de mim... e não me via!
Andava a procurar-me— pobre louca!—
E achei o meu olhar no teu olhar,
E as minha boca sobre a tua boca!
E esta ânsia de viver, que nada acalma,
É a chama da tua alma a esbrasear
As apagadas cinzas da minha alma!
Florbela Espanca
Poema à boca fechada
Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.
Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.
Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.
Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.
Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.
José Saramago
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.
Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.
Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.
Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.
Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.
José Saramago
Tim & Mariza - Fado do encontro
Vou andando
Cantando
Tenho o sol à minha frente
Tão quente, brilhante
Sinto o fogo à flor da pele
Tão quente, beijando
Como se fosses tu
Ao longe,
Distante,
Fica o mar no horizonte
É nele, por certo
Onde a tua alma se esconde
Carente, esperando
Esse mar és tu
Pode a noite ter outra cor
Pode o vento ser mais frio
Pode a lua subir no céu
Eu já vou descendo o rio...
Na foz
Revolta
Fecho os olhos penso em ti
Tão perto
Que desperto
Há uma alma à minha frente tão quente,
Beijando
Por certo que és tu
Pode a lua subir no céu
E as nuvens a noite toldar
Pode o escuro ser como breu
Acabei por t'encontrar
Vou andando
Cantando
Tive o sol à minha frente
Tão quente brilhando
Que a saudade me deixou
Pra sempre, por certo
O meu Amor és tu
Um dia vou construir um castelo
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa
Amar ou odiar
Amar ou odiar
Ou tudo ou nada
O meio termo é que não pode ser
A alma tem de estar sobressaltada
Para o nosso barro sentir; viver
Não é uma Cruz que não se queira pesada
Metade de um prazer, não é um prazer!
E quem quiser a vida sossegada
Fuja da vida e deixe-se morrer!
Vive-se tanto mais quanto se sente
Todo o valor está no que sofremos
Amemos muito como odiamos já!
A verdade está sempre nos extremos
Pois é no sentimento que ela está.
Fausto Guedes Teixeira
Ou tudo ou nada
O meio termo é que não pode ser
A alma tem de estar sobressaltada
Para o nosso barro sentir; viver
Não é uma Cruz que não se queira pesada
Metade de um prazer, não é um prazer!
E quem quiser a vida sossegada
Fuja da vida e deixe-se morrer!
Vive-se tanto mais quanto se sente
Todo o valor está no que sofremos
Amemos muito como odiamos já!
A verdade está sempre nos extremos
Pois é no sentimento que ela está.
Fausto Guedes Teixeira
Passado, Presente, Futuro
Eu fui. Mas o que fui já me não lembra:
Mil camadas de pó disfarçam, véus,
Estes quarenta rostos desiguais.
Tão marcados de tempo e macaréus.
Eu sou. Mas o que sou tão pouco é:
Rã fugida do charco, que saltou,
E no salto que deu, quanto podia,
O ar dum outro mundo a rebentou.
Falta ver, se é que falta, o que serei:
Um rosto recomposto antes do fim,
Um canto de batráquio, mesmo rouco,
Uma vida que corra assim-assim.
José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"
Mil camadas de pó disfarçam, véus,
Estes quarenta rostos desiguais.
Tão marcados de tempo e macaréus.
Eu sou. Mas o que sou tão pouco é:
Rã fugida do charco, que saltou,
E no salto que deu, quanto podia,
O ar dum outro mundo a rebentou.
Falta ver, se é que falta, o que serei:
Um rosto recomposto antes do fim,
Um canto de batráquio, mesmo rouco,
Uma vida que corra assim-assim.
José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"
Especial?
Ninguém é especial.
Por mais que se tente ou por mais diferente/original/peculiar que se seja, ninguém é especial.
Principalmente quando encontramos barreiras.
Por mais que se tente ou por mais diferente/original/peculiar que se seja, ninguém é especial.
Principalmente quando encontramos barreiras.
Coincidências?
Hoje tive um sonho horrível, com uma pessoa que não morro propriamente de amores.
No meio do sonho, uma cobra mordeu-me a língua e a tal persona non grata levou-me ao hospital.
Curiosidade: Fui ao Marrakech (bar com sheesha) e no wc, estava uma imagem (sim, eles costumam ter imagens no wc) de um homem, com a língua de fora e uma cobra pertissímo.
(tentei encontrar uma imagem à altura, mas não consegui)
No meio do sonho, uma cobra mordeu-me a língua e a tal persona non grata levou-me ao hospital.
Curiosidade: Fui ao Marrakech (bar com sheesha) e no wc, estava uma imagem (sim, eles costumam ter imagens no wc) de um homem, com a língua de fora e uma cobra pertissímo.
(tentei encontrar uma imagem à altura, mas não consegui)
Dúvidas e palavras
Palavras não passam de palavras. E, sinceramente, não sei se têm valor.
Mais dúvidas.
Sempre foi assim.
Sempre desconfiei.
Certezas? Não existem, até que me provem o contrário.
Sinto-me confusa.
Não sei o que quero.
Palavras não passam de palavras.
Nunca passou de palavras...
Tanto ficou por me dizeres.
Aproveita agora e diz o que nunca tiveste coragem.
Embora palavras nunca passem de palavras
E todos nós as conseguimos dizer.
Talvez pela primeira vez, a sinceridade venha ao de cima.
Perdi os Meus Fantásticos Castelos
Perdi meus fantásticos castelos
Como névoa distante que se esfuma...
Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los:
Quebrei as minhas lanças uma a uma!
Perdi minhas galeras entre os gelos
Que se afundaram sobre um mar de bruma...
- Tantos escolhos! Quem podia vê-los? –
Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma!
Perdi a minha taça, o meu anel,
A minha cota de aço, o meu corcel,
Perdi meu elmo de ouro e pedrarias...
Sobem-me aos lábios súplicas estranhas...
Sobre o meu coração pesam montanhas...
Olho assombrada as minhas mãos vazias...
Florbela Espanca
Como névoa distante que se esfuma...
Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los:
Quebrei as minhas lanças uma a uma!
Perdi minhas galeras entre os gelos
Que se afundaram sobre um mar de bruma...
- Tantos escolhos! Quem podia vê-los? –
Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma!
Perdi a minha taça, o meu anel,
A minha cota de aço, o meu corcel,
Perdi meu elmo de ouro e pedrarias...
Sobem-me aos lábios súplicas estranhas...
Sobre o meu coração pesam montanhas...
Olho assombrada as minhas mãos vazias...
Florbela Espanca
Saudade

Tenho saudades do que já tive.
Dói, mas não há nada que possa fazer,
O passado não se pode mudar.
Resta-me continuar a viver
E tentar não pensar no que já foi.
Mas custa, quando o passado,
Todos os dias, nos diz: "Estou aqui"!
Tenho saudades de quando sorria,
Ignorando toda a realidade
Que me rodeava sem eu saber.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
A vida da Suse (a pedido da própria)
A Suse era uma menina pequenina, como tantas outras por este Mundo fora. Ia para a escola, tinha os seus amiguinhos, o seu namoradinho, pequenino como ela. No entanto, ainda em tenra idade sabia que lhe faltava algo. Sabia que tinha que crescer muito e a vidinha que levava não a motivava. Sempre as mesmas caras, a mesma rotina. Ela foi-se apercebendo disso naturalmente e quis voar alto. Mudar de ares, conhecer caras novas foi a opção. Entrou num admirável Mundo novo, deixou-se encantar- Gostou, fizeram-na sentir-se em casa. Tinha tudo o que queria. Trocou o seu namoradinho pequenino por um rapaz a sério. Maravilhou-se, deixou-se levar pela magia a seu redor. O encanto dos olhos azuis maravilhavam cada momento. Sentia-se verdadeiramente feliz. Agora, sim, tinha tudo o que sempre quis. O namorado perfeito, não só por fora como por dentro, a motivação que sempre precisou para seguir o seu dia-a-dia enfrentando as dificuldades que todos nós temos. Tinha um olhar e um sorriso novo. Deixa-os brilhar…
O resto da história? Fica por contar. :)
O resto da história? Fica por contar. :)
domingo, 29 de novembro de 2009
A vida
É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!
Todos somos no mundo "Pedro Sem",
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!
A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...
Amar-te a vida inteira eu não podia.
A gente esquece sempre o bem de um dia.
Que queres, meu Amor, se é isto a vida!
Florbela Espanca
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!
Todos somos no mundo "Pedro Sem",
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!
A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...
Amar-te a vida inteira eu não podia.
A gente esquece sempre o bem de um dia.
Que queres, meu Amor, se é isto a vida!
Florbela Espanca
Lágrimas ocultas
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Florbela Espanca
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Florbela Espanca
A nossa casa
A nossa casa, Amor, a nossa casa!
Onte está ela, Amor, que não a vejo?
Na minha doida fantasia em brasa
Costrói-a, num instante, o meu desejo!
Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa?
Sonho... que eu e tu, dois pobrezinhos,
Andamos de mãos dadas, nos caminhos
Duma terra de rosas, num jadim,
Num país de ilusão que nunca vi...
E que eu moro - tão bom! - dentro de ti
E tu, ó meu Amor, dentro de mim...
Florbela Espanca
Onte está ela, Amor, que não a vejo?
Na minha doida fantasia em brasa
Costrói-a, num instante, o meu desejo!
Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa?
Sonho... que eu e tu, dois pobrezinhos,
Andamos de mãos dadas, nos caminhos
Duma terra de rosas, num jadim,
Num país de ilusão que nunca vi...
E que eu moro - tão bom! - dentro de ti
E tu, ó meu Amor, dentro de mim...
Florbela Espanca
Saudades
Saudades! Sim... talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!
Florbela Espanca
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!
Florbela Espanca
Vaidade
Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!
Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!
Sonho que sou Alguém cá neste mundo...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a Terra anda curvada!
E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho... E não sou nada!...
Florbela Espanca
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!
Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!
Sonho que sou Alguém cá neste mundo...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a Terra anda curvada!
E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho... E não sou nada!...
Florbela Espanca
Sem remédio
Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.
E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!
Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!
E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!
Florbela Espanca
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.
E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!
Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!
E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!
Florbela Espanca
Inconstância
Procurei o amor, que me mentiu.
Pedi à Vida mais do que ela dava;
Eterna sonhadora edificava
Meu castelo de luz que me caiu!
Tanto clarão nas trevas refulgiu,
E tanto beijo a boca me queimava!
E era o sol que os longes deslumbrava
Igual a tanto sol que me fugiu!
Passei a vida a amar e a esquecer...
Atrás do sol dum dia outro a aquecer
As brumas dos atalhos por onde ando...
E este amor que assim me vai fugindo
É igual a outro amor que vai surgindo,
Que há-de partir também... nem eu sei quando...
Florbela Espanca
Pedi à Vida mais do que ela dava;
Eterna sonhadora edificava
Meu castelo de luz que me caiu!
Tanto clarão nas trevas refulgiu,
E tanto beijo a boca me queimava!
E era o sol que os longes deslumbrava
Igual a tanto sol que me fugiu!
Passei a vida a amar e a esquecer...
Atrás do sol dum dia outro a aquecer
As brumas dos atalhos por onde ando...
E este amor que assim me vai fugindo
É igual a outro amor que vai surgindo,
Que há-de partir também... nem eu sei quando...
Florbela Espanca
Nostalgia
Nesse País de lenda, que me encanta,
Ficaram meus brocados, que despi,
E as jóias que plas aias reparti
Como outras rosas de Rainha Santa!
Tanta opala que eu tinha! Tanta, tanta!
Foi por lá que as semeei e que as perdi...
Mostrem-se esse País onde eu nasci!
Mostrem-me o Reino de que eu sou Infanta!
Ó meu País de sonho e de ansiedade,
Não sei se esta quimera que me assombra,
É feita de mentira ou de verdade!
Quero voltar! Não sei por onde vim...
Ah! Não ser mais que a sombra duma sombra
Por entre tanta sombra igual a mim!
Florbela Espanca
Ficaram meus brocados, que despi,
E as jóias que plas aias reparti
Como outras rosas de Rainha Santa!
Tanta opala que eu tinha! Tanta, tanta!
Foi por lá que as semeei e que as perdi...
Mostrem-se esse País onde eu nasci!
Mostrem-me o Reino de que eu sou Infanta!
Ó meu País de sonho e de ansiedade,
Não sei se esta quimera que me assombra,
É feita de mentira ou de verdade!
Quero voltar! Não sei por onde vim...
Ah! Não ser mais que a sombra duma sombra
Por entre tanta sombra igual a mim!
Florbela Espanca
Tortura
Tirar dentro do peito a Emoção,
A lúcida verdade, o Sentimento!
E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!...
Sonhar um verso de alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento...
São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!
Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!
Florbela Espanca
A lúcida verdade, o Sentimento!
E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!...
Sonhar um verso de alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento...
São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!
Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!
Florbela Espanca
Os versos que te fiz
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.
Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!
Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!
Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!
Florbela Espanca
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.
Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!
Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!
Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!
Florbela Espanca
Felicidade
Se eu soubesse onde mora a felicidade, ia ter com ela. Por mais longe que fosse ou por mais complicado que fosse o caminho.
(Não é assim que acontece na verdade?)
(Não é assim que acontece na verdade?)
Choro
Choro para libertar a minha raiva.
Choro quando me lembro que tive o mundo nas minhas mãos e perdi.
Choro de raiva pelo que me dizes.
Choro porque tiveste-me e não me soubeste aproveitar.
Choro porque fui tua e agora não consigo esquecer tudo o que se passou.
Choro por é tarde.
Choro porque não consigo.
Choro porque estou sozinha, tal como me deixaste, quando mais precisei de ti.
Choro porque dizes que sentes a minha falta.
Choro porque sentes saudades minhas.
Choro porque não fizeste nenhum esforço para ficar contigo.
Choro porque é tarde demais!
Choro quando me lembro que tive o mundo nas minhas mãos e perdi.
Choro de raiva pelo que me dizes.
Choro porque tiveste-me e não me soubeste aproveitar.
Choro porque fui tua e agora não consigo esquecer tudo o que se passou.
Choro por é tarde.
Choro porque não consigo.
Choro porque estou sozinha, tal como me deixaste, quando mais precisei de ti.
Choro porque dizes que sentes a minha falta.
Choro porque sentes saudades minhas.
Choro porque não fizeste nenhum esforço para ficar contigo.
Choro porque é tarde demais!
Gosto de ti
É assim tão difícil de dizer? É assim tão difícil de conseguir?
Diz-me que gostas de mim, diz-me mesmo que seja mentira.
Diz-me nem que seja só para nos sentirmos bem.
Talvez se torne verdade. Porque o que desejamos com muita força, acaba sempre por acontecer… Nem que seja tarde demais.
Diz-me que gostas de mim, diz-me mesmo que seja mentira.
Diz-me nem que seja só para nos sentirmos bem.
Talvez se torne verdade. Porque o que desejamos com muita força, acaba sempre por acontecer… Nem que seja tarde demais.
Passado
Podemos também apagar o nosso passado?
Passar uma borracha no assunto e sermos felizes novamente como se nada tivesse acontecido?
Quem me dera que fosse possível.
Passar uma borracha no assunto e sermos felizes novamente como se nada tivesse acontecido?
Quem me dera que fosse possível.
Adormecida
Ao menos enquanto durmo, não penso na minha vida.
Enquanto durmo tenho a mente ocupada com sonhos e não penso na minha triste realidade. Prefiro dormir para não pensar no que perdi ou estou a perder.
Sou feliz assim.
Quem me dera ser ignorante, pensava menos, era menos exigente e contentava-me com o pouco que tivesse. Assim não. Exijo muito de mim e demais dos outros. Desiludo-me quando alguém não está à altura. Quem me dera ser ignorante…
Quando acordo dum lindo sonho e me deparo com a realidade, é como um desmoronar do mundo a meus pés. Resta-me adormecer novamente.
Enquanto durmo tenho a mente ocupada com sonhos e não penso na minha triste realidade. Prefiro dormir para não pensar no que perdi ou estou a perder.
Sou feliz assim.
Quem me dera ser ignorante, pensava menos, era menos exigente e contentava-me com o pouco que tivesse. Assim não. Exijo muito de mim e demais dos outros. Desiludo-me quando alguém não está à altura. Quem me dera ser ignorante…
Quando acordo dum lindo sonho e me deparo com a realidade, é como um desmoronar do mundo a meus pés. Resta-me adormecer novamente.
O que há em mim é sobretudo cansaço
O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Fernando Pessoa/Álvaro de Campos
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Fernando Pessoa/Álvaro de Campos
Agora um pouco mais a sério (mas pouco)

Comprei um livro (não que isso seja mau, que não é, o problema passa pelo livro que fiz questão de adquirir).
Vou contextualizar:
Entrei numa das mais conceituadas livrarias e após horas e horas de procura incessante do "livro perfeito", ocorreu-me perguntar a um dos funcionários se tinha livros baseados em blog's. O rapaz, simpático, sugeriu o "Caderno" de Saramago. Mas, estava esgotado. Entretanto foi pedir a opinião ao colega, que indicou o tal livro.
O primeiro funcionário disse-me, baixinho: "Não, esse não, a sério. É mau demais!"
Eu como sou teimosa, fiquei logo com a pulga atrás da orelha. E como tinha visto outra livraria no mesmo centro comercial, desci e fui directamente à outra.
Ao chegar, aproximo-me e peço o tal livro a uma das funcionárias. Escusado será dizer que a outra funcionária que estava ao lado, começou-se logo a rir à descarada.
Eu pensei: "Bolas, não pode ser coincidência! Vamos lá ver então essa obra de arte."
Infortunio do destino, abro a página logo numa àrea critica: Os vegetarianos - para quem não sabe, sou vegetariana.
Aquilo tocou-me no ponto fraco, ao ponto de se a dita escritora/jornalista estivesse à minha frente nesse momento, não teria muita sorte.
Fiquei com curiosidade de ler o restante e acabei por trazer para casa a pior "literatura" de sempre.
Ao menos aprendi uma lição: O QUE NUNCA ESCREVER!
p.s.- É tão mau que eu nem vou referir o nome do livro. Até o nome é de rir.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Menina pequenina
Quero-me sentir como uma menina pequenina apaixonada pela primeira vez.
Levantar a perna quando se recebe o primeiro beijo.
Ser envolvida em toda aquela magia que sentimos.
Levantar a perna quando se recebe o primeiro beijo.
Ser envolvida em toda aquela magia que sentimos.
Conversa de WC
Uma coisa é certa: todos nós fazemos cocó.
Este assunto é um dos muitos que ainda é tabu.
Há uns tempos, numa típica conversa de merda, cheguei a um dilema.
Há quem demore na casa de banho e há quem faça o que tem a fazer e vai-se embora.
Há quem leve livros, banda desenhada, publicidade e sabendo que se vai entreter alguns longos minutos no sítio mais solitário do Mundo.
Basicamente, o que quero saber é: és daqueles que se despacha ou leva o reportório todo para o belo do WC? Aceito opiniões :)
Este assunto é um dos muitos que ainda é tabu.
Há uns tempos, numa típica conversa de merda, cheguei a um dilema.
Há quem demore na casa de banho e há quem faça o que tem a fazer e vai-se embora.
Há quem leve livros, banda desenhada, publicidade e sabendo que se vai entreter alguns longos minutos no sítio mais solitário do Mundo.
Basicamente, o que quero saber é: és daqueles que se despacha ou leva o reportório todo para o belo do WC? Aceito opiniões :)
Magia
Espero que o meu blog, tenha pózinhos de magia pelo ar e se possível, vos faça sentir em "casa".
Espero que consigam, ao ler, sentir um pouco do que sinto.
Espero que tudo isto seja magia.
Espero que consigam, ao ler, sentir um pouco do que sinto.
Espero que tudo isto seja magia.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Tempo #2

Desistir

Quando já não nos preocupamos e nem estamos para aí virados, o amor aparece e faz-nos voltar atrás nas decisões tomadas.
Só queria saber porquê.
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